29/8/2018 20:37 Marina defende agropecuária produtiva e sustentável, em evento na CNA

A candidata à Presidência da República pela Rede Sustentabilidade, Marina Silva, adotou um discurso conciliador com o agronegócio em evento que reuniu presidenciáveis e entidades do setor agropecuário, na Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), em Brasília, na tarde desta quarta-feira (29). A candidata foi ministra do Meio Ambiente entre 2003 e 2008 e, à época, protagonizou divergências com o setor.

Logo no início de sua fala, Marina reafirmou seu compromisso com o desmatamento ilegal zero, mas fez questão de salientar a importância do setor agropecuário para a economia nacional.

O candidato da Rede à Presidência da República, Marina Silva, participa de debate sobre agricultura promovido pela Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) e pelo Conselho do Agro.
A candidata da Rede à Presidência da República, Marina Silva, durante debate promovido pela Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) e pelo Conselho do Agro - Valter Campanato/Agência Brasil

“Estamos diante de uma situação em que a gravidade da crise só não é maior em função da contribuição que os senhores têm dado para a nossa economia”, disse ao lembrar que a produção agropecuária representa 44% das exportações nacionais.

Para Marina Silva é possível aumentar a produção da agricultura e da pecuária sem impactos o meio ambiente.

“Os produtores brasileiros já estão maduros para fazer uma transição de uma agricultura extensiva e de baixa produtividade para uma agropecuária produtiva, competitiva e sustentável do ponto de vista econômico, ambiental e social”.

Segundo ela, foi o incremento das técnicas de plantio e de criação de animais que viabilizaram o crescimento da produção em 80% em quatro décadas.

“O agronegócio que está integrado às grandes cadeias globais sabe fazer o dever de casa e já está fazendo”.

“É de conhecimento público que muitos produtores estão fazendo o dever de casa, mais por conta própria do que em razão de política pública”, afirmou ao reconhecer que “é baixo” o financiamento para agricultores que querem ter lavoura com reduzida emissão de carbono.

“Nosso compromisso é dar suporte creditício”, prometeu. “O que nós vamos fazer é ampliar cada vez mais, dentro dos recursos que são destinados ao agronegócio o direcionamento para a agricultura de baixo carbono”.

Marina salientou a disparidade de condições dos produtores, como acesso à assistência técnica e a meios de produção mais sustentáveis. “Não posso imaginar que o agronegócio é homogêneo porque ele não é. Estão aqueles que começaram a fazer o dever de casa e aqueles que precisam de ajuda, como os pequenos e médios produtores”.

Infraestrutura e segurança pública

O discurso da candidata em favor da “alta produtividade, alta rentabilidade e também de alta sustentabilidade” se estendeu para logística e infraestrutura. Em entrevista coletiva, após a fala aos empresários do agronegócio, Marina Silva criticou as condições de armazenamento e o funcionamento dos portos. “O Brasil perde 30% da produção agrícola por causa da falta de infraestrutura logística de portos e armazenamento”

Ela também ressaltou que foi durante a sua gestão no MMA que foram concedidos as licenças ambientais que autorizaram a construção das hidrelétricas de Jirau e Santo Antônio (RO), a recuperação da BR-163 e as obras de transposição do Rio São Francisco.

Segundo ela, essas licenças foram concedidas respeitando o rigor técnico, com credibilidade ética e assegurando segurança jurídica. “Quando a gente entende do assunto fica mais fácil dialogar”, disse ao se referir à duplicação de trecho na BR-364.

Ao ser indagada pelos jornalistas sobre a liberação do porte de arma, Marina Silva disse que a solução para a segurança pública no Brasil é não permitir que bandidos usem armas e não distribuir arma para a população se defender sozinha.

"Desse jeito é muito fácil: você se elege presidente da República, numa situação que a segurança pública está um caos. Quem tem obrigação de fazer isso é o Estado. A sociedade paga imposto muito caro para o Estado prover saúde, educação e segurança”.

No mesmo evento, falaram ao longo desta quarta-feira os candidatos à Presidência Geraldo Alckmin, Henrique Meirelles e Alvaro Dias.

Edição: Denise Griesinger
tica%2Fnoticia%2F2018-08%2Fmarina-silva-em-evento-na-CNA&text=Marina%20defende%20agropecu%C3%A1ria%20produtiva%20e%20sustent%C3%A1vel%2C%20em%20evento%20na%20CNA" class="twitter fa fa-twitter social-share-twitter click-share" title="Twitter" target="_blank" data-width="400" data-height="300">  


Fonte: Agência Brasil - http://agenciabrasil.ebc.com.br


MAIS NOTÍCIAS DE ECONOMIA



16/11/2018 11:00 Em encontros bilaterais na Guatemala, Temer discute economia e turismo

8/11/2018 18:02 Natal deve movimentar R$ 53,5 bilhões na economia do país, prevê SPC

30/10/2018 10:21 Indicador de incerteza da economia recua 11,2 pontos, diz FGV

26/10/2018 17:21 Extrativistas movimentam economia em áreas protegidas no Rio Xingu

18/10/2018 17:52 Abertas inscrições para evento de economia criativa em SP

16/10/2018 20:48 Bolsonaro diz que não haverá "cavalo de pau" na economia se eleito

8/10/2018 7:43 Nobel de Economia sai para dois americanos

3/10/2018 20:44 Negócios em casa aliam economia no aluguel e qualidade de vida

27/9/2018 8:38 BC reduz previsão de crescimento da economia para 1,4% este ano

19/9/2018 8:47 FGV: economia brasileira recuou 0,5% no trimestre encerrado em julho