2/8/2018 16:08 Setor de inteligência dos EUA alerta para nova ação da Rússia no país

O Diretor de Inteligência Nacional dos Estados Unidos, Dan Coats, fez nesta quinta-feira (2) um alerta sobre a existência de uma ampla campanha de mensagens por parte da Rússia para interferir nas próximas eleições legislativas americanas, marcadas para ocorrer em novembro, e dividir o país.

"Continuamos vendo uma ampla campanha de mensagens da Rússia para debilitar e dividir o país", declarou Coats em entrevista coletiva.

O presidente dos EUA, Donald Trump, encarregou a Direção de Inteligência Nacional de investigar com prioridade a questão da interferência nos processos eleitorais do país.
 

O diretor de Inteligência Nacional dos Estados Unidos, Dan Coats, entre outros dirigentes do governo, fala sobre campanha de mensagens da Rússia para "dividir" a sociedade norte-americana.
O diretor de Inteligência Nacional dos Estados Unidos, Dan Coats, fala sobre campanha de mensagens da Rússia para "dividir" sociedade norte-americana - EFE/ Shawn Thew

No entanto, Coats disse que o Kremlin ainda não promoveu um esforço tão robusto como nas eleições de 2016 nessa nova tentativa de influenciar um pleito norte-americano.

Coats estava acompanhado pelo diretor do FBI, Christopher Wray; pela secretária de Segurança Nacional, Kirstjen Nielsen; e o assessor de Segurança Nacional da Casa Branca, John Bolton.

Wray indicou que a Rússia segue envolvida em ter uma "influência maligna" nas eleições norte-americanas e destacou que essa ameaça não vai desaparecer no futuro próximo.

Além disso, o diretor do FBI explicou que esses tipos de ações não se limitam ao período eleitoral e enumerou uma série de exemplos de como os adversários do país tentam minar a democracia norte-americana.

Por esse motivo, Wray ressaltou a importância de as empresas de tecnologia colaborarem com as autoridades na hora de defender os interesses nacionais.

"As redes sociais têm um papel muito importante nesse tipo de interferência. As empresas devem vigiar os conteúdos que nelas circulam", disse o diretor do FBI.

As declarações ocorrem depois da cúpula entre Trump e o presidente da Rússia, Vladimir Putin, no último dia 16 de julho.

Na reunião, Trump desautorizou as agências de inteligência do país ao afirmar que acreditava na palavra de Putin de que a Rússia não interferiu nas eleições de 2016, uma opinião contrária a dos principais órgãos de segurança do país.

Criticado pelas afirmações, Trump voltou atrás pouco depois e disse ter plena confiança nas agências norte-americanas.

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Fonte: Agência Brasil - http://agenciabrasil.ebc.com.br


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